Um pouco de “Melancolia”.

“Melancolia”, capa do livro.

1- Oi Talys! Fale um pouquinho sobre seu lado leitor e sobre como se tornou escritor.
R- A paixão pela leitura foi o início de tudo. Desde a infância gostava muito de ler os contos dos livros de português, escrever redações e criar fábulas. Adorava pegar para ler os livros que minha mãe guardava em sua estante, romances de Carlos Heitor Cony e outros nomes da literatura nacional como Machado de Assis e Aluísio de Azevedo.
Mas foi quando conheci os famosos livros da série Vagalume que tive a ideia de criar minhas próprias histórias. Passava meses escrevendo narrativas em cadernos. Teve um período que me dediquei apenas a poesia, depois ao teatro e por último aos romances.
Lembro que tinha uma bela coleção de canetas e isso ajudava a ter maior interesse pela escrita. Acredito que tudo que escrevi durante esse período foi como um laboratório para aperfeiçoar-me. Hoje continuo lendo bastante e escrevendo muito, tanto que apenas este ano lancei meu primeiro livro infanto-juvenil intitulado A Cidade de Marshmellow.
O meu lado leitor gosta de muita coisa, em especial dos livros do britânico Ken Follett (meu escritor favorito), os romances épicos de Victor Hugo, sou fascinado também pela literatura russa, mas gosto de muitos autores contemporâneos como Stieg Larsson, John Boyne, Markus Zusak, Carlos Ruiz Zafón, entre outros.

2- Como foi o processo criativo de Melancolia? Quando começou a escrevê-lo?
R- Melancolia surgiu de três paixões: pelo estilo épico e vintage do século 19, o mundo do circo e as obras de Van Gogh. Decidi reunir tudo num único livro.
As primeiras pesquisas e laboratórios começaram há uns quatro anos atrás. E já fazem dois anos e meio que venho escrevendo Melancolia.

3- Foi difícil pra você, como um brasileiro do século XXI, escrever sobre a França de 1921? E a vida no circo?
R- Realmente não é algo fácil, escrever e ambientar uma trama num período ao qual você só conheceu nos livros de história, mas é exatamente esse fascínio que me faz escrever sobre esse período. Claro que precisa sempre de muita pesquisa, laboratório e estudo sobre o que estou escrevendo. Passei dias procurando arquivos sobre o circo, primeira guerra mundial, biografia de Van Gogh, vendo filmes sobre esses assuntos e lendo livros sobre os temas (andei lendo O Circo Mecânico e O Circo da Noite para saber o que já se encontra na literatura em romances sobre circo).
Queria ter ido conhecer as cidades costeiras da França para ter uma ideia melhor do ambiente em que a narrativa se passa, no entanto tive imprevistos e não foi possível, então por conta disso tive um trabalho maior de estudo e decidir criar uma cidade fictícia na costa francesa.
O processo da escrita se deu da seguinte forma: escrevi toda a sinopse, depois desenvolvi os capítulos, em seguida revisei, ambientei toda trama, usei muito das pesquisas sobre objetos da época para inserir na narrativa, construí a identidade dos personagens, melhorei a trama (no início era mais suspense, hoje tem muito suspense e muito romance), continuo fazendo revisões extras e agora estou reescrevendo alguns capítulos, melhorando o máximo possível para que o leitor tenha um texto excelente e cheio de emoção.
Quanto ao circo, usei a mesma metodologia. O filme O Circo de Chaplin foi um excelente laboratório de pesquisas.

4- O que seu leitor pode esperar da leitura de Melancolia? O que ele tem de especial?
R- Melancolia é uma trama que começa tranquila e ganha um ritmo frenético. Personagens são bem construídos e marcantes, os cenários são belos e bem desenhados na narrativa, muito suspense como já disse, muito romance, muito mistério, cheio de segredos… Além do tema circo e Van Gogh, também aborda sobre sonambulismo e hipnotismo. E os capítulos contam o presente e o passado.

5- No seu perfil do skoob eu li algo interessante, sobre você ter escrito mais de 50 sinopses na juventude. É uma situação com a qual eu me identifico, rs, e o que eu queria saber é por que, de todas as essas sinopses e ideias, você acha que conseguiu concluir A Cidade de Marshmellow e Melancolia?
R- As sinopses e textos antigos serviram mesmo para aperfeiçoar o que venho escrevendo hoje. Infelizmente perdi tudo que escrevi na infância. A Cidade de Marshmellow foi escrito bem recente, conclui tudo em pouco tempo, foi uma narrativa mais ágil e fácil, bem menos elaborada. Melancolia já é algo bem mais rebuscado e que eu já tinha rascunhado há algum tempo.

6- Você já escreveu fantasia infantil, e agora, um romance misterioso. Tem algum outro gênero que ainda pretende escrever? Em qual deles você se sente mais à vontade?
R- É bom sair da zona de conforto. A Cidade de Marshmellow por mais que tenha uma pitada de suspense é uma fulga da minha zona de conforto. O gênero que me identifico mesmo é o suspense. Mas claro que pretendo e já tenho coisas guardadas de outros gêneros. No momento certo decido o que fazer com eles.

7- Você tem outros projetos em andamento ou alguma novidade que queria divulgar sobre seus livros?
R- A Cidade de Marshmellow foi publicado este ano e me dediquei integralmente a divulgação do livro por todo primeiro semestre de 2015. Graças a Deus foi um sucesso. Agora me dedico inteiramente a Melancolia, estou divulgando nas redes sociais e pretendo lançar completo por tempo limitado no Wattpad no final do ano (dezembro). O livro físico deve sair em 2016, provavelmente no segundo semestre e talvez de forma independente se não conseguir uma nova editora até lá. Tenho contrato com a mesma editora de A Cidade de Marshmellow, mas por divergências não pretendo lançar com eles.

Obs.: Reprodução da entrevista concedida ao blog A Colecionadora de Histórias.

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