[ENTREVISTA] Uma entrevista de gaveta que encontrei entre arquivos.

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Talys M. Cidreira.

1- QUANDO FOI QUE VOCÊ COMEÇOU A ESCREVER?

R- Comecei a escrever desde cedo. Aos oito anos já escrevia poemas e crônicas curtas. A influência de tudo foi a leitura, minha mãe trabalhava em uma escola e eu sempre tive oportunidade de estar com livros de literatura. Como sempre gostei de ler, surgiu a paixão pela escrita. Tinha uma mente fértil, então as narrativas fluíam com bastante frequência. Ainda fluem. Escrevia a pulso, com caneta e papel em inúmeros cadernos. Foram mais de 50 textos, entre poemas, crônicas, contos etc. “A Cidade de Marshmellow”, que estou lançando, nasceu a partir de um sonho que tive logo após ler “Alice no País das Maravilhas”. Sonhei que através de um conjuntos de medusas numa piscina fosse possível ultrapassar para um mundo onde tudo fosse feito de açúcar. “Alice” foi uma grande referência para escrever a saga de Yellow Blue, personagem principal do meu livro.

2 – HOUVE UM PROCESSO PARA DESCOBRIR QUAL ESTILO LITERÁRIO VOCÊ SEGUIRIA?

R- O estilo surgiu naturalmente. No início tinha uma facilidade melhor em escrever poesia, depois mudei para o teatro e hoje escrevo romances. Geralmente as narrativas são poéticas. Se fosse para classificar um estilo, creio de me identifico com muita coisa, mas fica evidente em meus textos que gosto de romance/suspense e sempre engajado nas relações humanas. Esse universo na maioria das vezes está agregado ao épico, sou fascinado pelo estilo de vida das décadas passadas.

3- O QUE VOCÊ ESPERA DOS LEITORES DE “A CIDADE DE MARSHMELLOW” ?

R- Ir além da imaginação. É quase como um slogan que criei para divulgar o livro. Espero que as pessoas naveguem no universo doce e divertido que a narrativa proporciona. Além de entreter quis resgatar um papel social, que de certa forma ficou muito sutil, mas já serve de alerta. No caso, a diabetes. Os seres de Marshmellow, vivem num lugar extremamente doce, como sobreviver a isso? Acho que há um questionamento real para os leitores sobre a influência que o açúcar e o até o sal, elementos que estão presentes em nossas vidas no cotidiano, causam. Serve de reflexão. Reflexão também é algo para ser pensado ao ler o livro.

4- O QUE VOCÊ TEM A DIZER AS PESSOAS QUE PENSAM EM ESCREVER E SEGUIR CARREIRA NA ESCRITA?

R- Muitas pessoas e amigos que gostam de ler, me procuram e pedem dicas de como escrever, como fazer um livro. Não tem uma receita, não é uma tarefa fácil, na verdade é bem trabalhoso até, mas quando agente gosta de fazer algo e se faz com amor, flui tão bem que acaba tornado-se prazeroso. Eu incentivo ao máximo as pessoas que querem entrar no ramo na escrita. Acho que se gosta de escrever tem que ir fundo, pesquisar muito, estudar sobre inúmeros assuntos, criar, imaginar, anotar tudo que vier a cabeça e produzir. Se for realmente o que a pessoa quer, vai bem além da gaveta. Não é fácil, mas também nada impossível.

5- GERALMENTE QUEM COMEÇA A ESCREVER FICA MUITO NO ANONIMATO. ISSO DIFICULTA A PROPAGAÇÃO DO TRABALHO DE UMA AMANTE DA LITERATURA?
VC JÁ FOI PROCURADO POR ALGUÉM DO RAMO?

R- A maioria dos autores independentes que conheço gostam de estar no anonimato. Talvez isso seja até algo que venha do escritor. Queremos que as pessoas conheçam nossas obras, mas temos uma necessidade de ser coadjuvante a elas. Escrever torna-se até fácil as vezes perto de dar uma entrevista ou falar em público. Mas uma necessidade está ligada a outra. Antigamente tudo era mais difícil, hoje com tantas redes sociais, está mais fácil divulgar um trabalho, a dificuldade ainda permanece no pouco número de celeiros literários, em especial no Brasil. O Brasil não é um país de leitores. Melhorou muito depois do surgimento de sagas como Harry Potter, que influenciou muito no crescimento do mercado literário na última década, mas ainda precisamos melhorar mais. A vida de um autor independente é extremamente difícil. Procurar editora, divulgar, custos elevados das obras … As dificuldades são inúmeras. Tem que ir à luta. Plataformas como Wattpad e Widbook são excelentes meios gratuitos de divulgação. Já fui procurado por pessoas do ramo sim, mas tudo requer custos que as vezes não nos estão disponíveis no momento.

6- DIGA AQUI PORQUE OS LEITORES TEM QUE LER “A CIDADE DE MARSHMELLOW”.

R- Será uma leitura incrivelmente doce, divertida, que proporcionará aos leitores entretenimento, mas também muitas reflexões sobre debates importantes, como a diabetes, ainda que de uma forma sutil, como já disse. Irão navegar no universo da imaginação.

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